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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Canja com Amigos no Café do Lago em Porto Alegre

Quero contar a grande satisfação que tive ontem à noite quando participei de uma canja no Bar Café do Lago no Parque da Redenção em Porto Alegre.
Fui até lá na companhia de meu compadre Jorginho assistir o show dos amigos Ayrton Zeterman (baixista) e Cristiano Forte (baterista) que estavam com uma banda interessantíssima tocando música brasileira com uma pegada bem jazz. Logo de cara depois de cumprimentar os amigos no palco acenando à distância, o cantor (infelizmente não recordo o nome, quem souber poste aqui please) já anunciou que depois teria uma 'canja' com Jorginho e Daniel. Antes de subirmos ao palco assistimos uma interessantíssima performance daquele grupo formado de excelentes músicos. Ayrton Zeterman cada vez mais genial no baixo de seis cordas. Difícil definir a intimidade que o cara tem com o instrumento. Cristiano Forte também não deixou por menos, embora depois ele me confessasse que foi absolutamente tudo improvisado sem nenhum ensaio, ele mandou muito bem na bateria. Um guitarrista chamado Jeferson, que eu não conhecia, fazia interessantes harmonias e solos jazzísticos que davam um colorido ainda mais especial ao quarteto. O cara que cantava e tocava violão (e que esqueci imperdoavelmente o nome) era além de carismático também muito bom.
Aí eles fizeram um intervalo, e na volta deram espaço pra canja. Primeiro subiu no palco um saxofonista chamado Rafael, que eu não conhecia. O músico fez alguns improvisos muito legais em alguns temas instrumentais onde rolou também improvisações de baixo, guitarra e bateria numa performance coletiva e individual de tirar o fôlego de quem aprecia boa música.
Logo em seguida o cantor anuncia que eu (Daniel Oliveira) e Jorginho (Jorge Pereira) daríamos uma canja. Subimos ao palco com a descontração de estar entre amigos e tocamos 'Contra a Solidão' com a participação de Ayrton Zeterman no baixo, Cristiano Forte na bateria, Jeferson (guitarra), Rafael (sax). Sensacional. O arranjo foi criado ali na hora, sem nenhum ensaio, na base do improviso e da experiência dos músicos que estavam no palco.
O Jorginho mais uma vez numa performance emocionante, soltou a voz e emocionou a platéia presente.
No final da apresentação me senti realmente gratificado de ter tido mais uma vez a oportunidade de dividir o palco com esses tão talentosos músicos e amigos. As coisas são assim na vida, quando menos se espera acontecem ocasiões em que a providência divina nos brinda com a oportunidade de participarmos de algo mágico e inesquecível, assim de repente, numa noite de quinta-feira.