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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Morre o Guitarrista Gary Moore aos 58 anos



Queria manifestar aqui minha tristeza pela morte do grande guitarrista Irlandês Gary Moore.
As primeiras informações dão conta de que ele foi encontrado morto num quarto de hotel enquanto tirava férias na Espanha.
Gary Moore é um dos meus guitarristas preferidos, realmente admiro muito principalmente o 'feeling' de nos brindar com frases tão bonitas de guitarra sem entrar no exagero de muitos guitarristas que primam apenas pela velocidade.
Grande compositor, Gary Moore vai realmente deixar saudades entre todos aqueles que apreciam música de excelente qualidade e bom gosto.
Realmente uma pena ele ter ido pro andar de cima aos 58 anos.
Fica com Deus Gary, e muito obrigado pela obra tão tocante que nos deixou em sua passagem por este planeta.
Encontre o Phil Lynnot aí e remonte o Thin Lizzy que o céu não pode esperar...
No vídeo acima Gary Moore toca um clássico de Jimmy Hendrix: Red House....

domingo, 6 de setembro de 2009

PANTA interpreta Akon






Esta á a versão feita pelo nosso amigo PANTA para a música "Don't Matter" do Akon. Estou compartilhando com vocês este vídeo muito legal em que ele faz um painel de fotos com amigos e fãs. Até eu (Daniel) apareço no vídeo.
Parabéns ao PANTA pelo execelente trabalho musical que vem desenvolvendo.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Aniversario das Gurias Tava Muito Legal!


Sábado passado tive a satisfação de ir na festa de aniversário da Mara, Jaque, Rosana e Rosângela. Estava simplesmente sensacional!
Parabéns às gurias não só pelo aniversário mas pela organização da festa que estava show de bola.
Reencontrar os amigos e repartir com eles essas horas de descontração realmente não tem preço...

Aeh pessoal, quem tiver fotos da festa e quiser publicar aqui me envia por email que eu publico. As fotos que tirei com meu celular devido a pouca iluminação não ficaram apresentáveis por isso nem vou colocar aqui.

Nota dez para tudo no aniver das gurias: os salgadinhos, docinhos, o som do DJ, a banda dos guris que mandaram ver no rock and roll...

A propósito da banda eles mandaram ver uma sonzeira em que rolou vários clássicos do rock como Ramones, Creedence, Led Zeppelin, etc... (como etcétera lê-se:o álcool apagou o resto da minha memória...hehehe). É gratificante assistir a gurizada tocando os clássicos do rock and roll....

Parabéns mais uma vez prás gurias, prá banda e prá quem mais participou na organização...
Mandem as fotos pessoal!!!

sábado, 4 de julho de 2009

Hoje mais uma Festa da Turma

É isso aí gurizada medonha... Hoje vai rolar mais uma grande festa da nossa turma de amigos. Vai ser no CSSSGAPA em Canoas próximo a Base Aérea.
Infelizmente não tive tempo para organizar nenhum showzinho desta vez. Mas na próxima prometo que deverá rolar algum som.
Tenho andado extremamente atarefado no trabalho e não tem sobrado tempo nenhum para dedicar a música.
O ingresso da festa custará 20 reais e pode ser acertado na hora com o Nando.
É isso aí galera, todos lá e depois eu posto aqui as fotos e os detalhes da festa.
Boa Festa a todos.... Valeu

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Adeus a Ayrton Freitas

Foi com tristeza que recebi hoje pela manhã a notícia do assassinato do Ayrton Freitas.  Logo cedo estava indo ao trabalho e liguei o rádio na Gaúcha. O locutor anunciava que havia sido assassinado um advogado em Canoas.

Talvez por não conhecer muitos advogados, mas lembrei na hora do Ayrton. Logo em seguida veio a confirmação. Era ele mesmo.

 

Conheci o Ayrton Freitas na década de 80 na efervescência cultural que tomava conta da cidade.

O Ayrton tinha uma participação muito ativa nas questões culturais de Canoas naquela época tendo participado e sendo uma das figuras centrais na realização de eventos como as duas mostras Culturais do Parque Capão do Corvo. Lembro que ele participou ativamente do movimento que reivindicava a antiga estação férrea de Canoas como Casa de Cultura (hoje uma realidade para a comunidade canoense).

Figura carismática, sempre com um sorriso largo no rosto ele foi uma espécie de ‘empresário’ da nossa banda Apocalipse nos conseguindo alguns shows naquela época.

Mais uma vítima da violência urbana que tenebrosamente ronda nossos dias.

Fica com Deus Ayrton...

 

Daniel Oliveira

 

Abaixo a manifestação do meu amigo Cézinha sobre a morte de Ayrton Freitas:

 

Adeus Pomba,

 

O Airton Freitas, que todos chamávamos carinhosamennte de Pomba, foi um grande amigo. Morava quase ao lado da casa do meu Avõ, na divisa da Harmonia com a Vila Cerne e Cinco Colônias(mais tarde). Além disso, sem ele não teriam acontecido vários movimentos políticos e culturais na cidade, inclusive aqueles festivais no Capão. Se em décadas posteriores foi figura controversa para alguns, fica na memória o Airton combativo, batalhador e conscientizador. O cara que ajudou a reerguer o Movimento Estudantil na cidade, que fundou o partido Comunista em Canoas e que não tinha medo dos poderosos, enfrentando-os em pleno regime militar. Curiosamente tinha medo de gatos, o que era motivo sempre de pegação da gurizada. Se esse cara não tivesse aperecido, muita gente que conheço e se encaminhou na vida, teria, quem sabe, seguido na delinquência e na rebeldia sem causa. Mas o destino é o senhor das ironias e justamente esse ambiente de deliquencia foi o algoz dessse tão querido amigo. Foi a primeira coisa que ouvi pela manhã deste dia 17/4/09: o Tonho (baixista da Big Zen) me ligou e disse " cara tenho uma notícia péssima pra te dar. O Aírton foi assassinado. "  Pena ele não ter sido o vereador que sempre quis ser. A ficha ainda não caiu. Esse cara fez diferença na vida de muita gente. Finalmente ele vai para o mesmo lugar que os heróis que fizeram a sua cabeça. Vai conhecer Marx e Lênin pessoalmente no céu dos materialistas. Adeus, Pomba.

 

César "Tuba" Fraga

 

 

segunda-feira, 16 de março de 2009

Rock Canoense dos Anos 80

Sexta-feira passada (13/03/09) tivemos mais uma confraternização da nossa turma com futebol e churrasco na quadra do Valdir. Depois de uma partida disputadíssima, em meu time perdeu por 5 X 4 saboreamos o tradicional churrasco assado pelo Ximba.

Show de bola, encontrar os amigos, tomar umas geladas, contar e ouvir piadas,   tocar  os velhos (e novos) sons no violão, ouvir o Belcino tocar suas músicas, realmente tudo isso não tem preço.

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No sábado encontrei o Nando, Nato, Rafael e Emílio no Bar do Amadeo. Mais uma rodada de cerveja e a boa conversa sobre futebol, amenidades e os problemas do universo.

Um pouco mais tarde chegou o Duda. Camarada ‘das antigas’, ex-vocalista da banda Anhanguera (ou seria Mandrágora). Pois foram algumas horas regadas a cerveja e história divertidíssimas lembradas com precisão pelo Duda.

 

A essas alturas estávamos apenas Eu, Nato, Duda e Rafael. Como é bom reviver, rememorar toda aquela magia que envolveu os anos 80 em Canoas. A explosão de bandas que culminou com o nosso Woodstock no parque capão do Corvo. Duas edições de uma amostra cultural que na segundo evento chegou a reunir cerca de 10 mil pessoas, segundo os jornais da época.

O Duda relembrava tudo com direito a datas e detalhes que eu e o Nato já havíamos esquecido. O Rafael é da ‘Nova Geração’  (parece coisa de Star Trek) mas também se divertiu com toda essa riqueza de acontecimentos que vivenciamos nos anos 80. E que memória do Duda, uma enciclopédia ambulante do rock de Canoas.

 

Impossível esquecer algumas passagens da história do rock Canoense da década de 80. Como o dia em que num show na rua primeiro de maio em Niterói, em que a chuva forçou a todos (músicos e platéia) a debandarem do local indo se abrigar embaixo de marquises ali por perto. Mas o Duda no vocal e o Paulinho na bateria não se entregaram. Continuaram no palco interpretando se não me engano “Child in Time” do Deep Purple , numa versão realmente acústica pois os microfones já estavam desligados. E o Duda todo molhado no palco mandando ver no Ian Gillan.  O Paulinho tocava protegido da chuva pela cabeleira armada que ostentava na época. Sensacional.

 

Outro momento mágico relembrado pelo Duda foi  o show de bandas que ocorreu em 1984 no Colégio Carlos Chagas. Desse show, quando eu tocava com o Apocalipse, eu lembro apenas fragmentos tendo em vista que o litro de Batida de Coco que compartilhei com o resto da banda antes do show me impediram de armazenar todos os bytes relacionados ao evento. Lembro de relance que lá pelo fim do show saltei do palco e andei no meio do público tocando guitarra sem ao menos me importar quantos metros de cabo eu tinha de folga prá me movimentar. Foi nesse show que ‘roubaram’ um pedal Sound do Jairinho (hehehe).

A folclórica história de que o Jairinho trocou um pedal de guitarra por um tênis foi mais uma vez citada, desta vez pelo Duda. Diante de mais essa confirmação eu não tenho mais dúvida: Realmente aconteceu apesar do Jairo negar até hoje.

Lembramos de figuras carismáticas como o Antônio Gomes, Sérgio Gomes (o Duda lembrou de quando o Sérgio comprou o seu primeiro teclado , um Korg Poly 800 e que tocaram juntos nesta época). Lembramos do saudoso guitarrista André da banda Exílio. Lembro com nitidez do André mandando ver na guitarra, muitas vezes ‘prá lá de Marrakesch”  mas sem perder a técnica.

Foram citadas outras figuras ilustres como o guitarrista Marcelo Santos (que já tocou com Deus e todo o mundo),  o nosso amigo Chimia e sua performance incomparável de “Bete Balanço”. Lembramos da banda “Crise” que tinha Veveto, Gérson e Leandro Inox. Os caras faziam um som pesado muito legal. Na época o guitarrista Gérson já inovava na guitarra tirando timbres e riffs que me incitavam a ir atrás e descobrir como ele conseguia tirar aquela sonzeira.

 

Veio à memória as bandas experimentais Sem Tempo (com o baixista Marco Meira e o guitarrista Rogério, por onde andarão?). Mais tarde acho que eles formaram a Jazzida.  Tenho um cartaz antológico que anuncia um show triplo de “Crise”, “Apocalipse” e “Sem Tempo”. Prometo postá-lo aqui em breve.

Recordamos o magnífico som da banda Ato de Criação que tinha Sergio Gomes(teclados), Costa Lima(baixo), Geraldo Dutra (batera), Grande, Dinho entre outros. Os caras faziam algumas coisas experimentais de muito bom gosto. O vinil “Ato de Criação” hoje é uma raridade. Um dia ainda vou vender o meu em algum leilão milionário.

Relembramos também o Caldo de Cana com Vilsinho no vocal, A Contrabanda do Porongo que fazia uns acústicos sensacionais numa época em que nem se falava em Unplugged. A Além da terra do Pedrão na batera e Cia. Que som maluco os caras faziam, e que saudade de ouvir aquelas músicas.  Tinha também A Mandrágora, do Jairinho, A Manga Rosa.

Num tempo em que se fazia música com sentimento verdadeiro. Sem formulismos e nem comprometimentos mercadológicos, comerciais. Eram música visceral, autêntica, digna, verdadeira.

Lembramos do grande amigo o batera Maurício que tocou com muitos dos músicos citados aqui, inclusive tocou comigo e o Jorginho no saudoso  Terrasse Itália. O Maurício batera nos proporcionou uma festa incrível na sua casa há alguns anos. Foi a reunião dos Dinossauros do Rock de Canoas. Estavam muitas dessas figuraças aqui citadas neste evento.  Rolou Jam prá tudo quando é lado.

Muita a pretensão a minha querer resumir todos aqueles anos em algumas linhas aqui sem cometer injustiça de não citar um ou outro personagem importante daquela época.

Mas prometo retomar essas lembranças em próximos posts. Quem tiver material, fotos, cartazes. Escaneia e me manda que publico aqui.

 Encerramos a noite de sábado nos despedindo e combinando de nos encontrar (como sempre) ali no Bar do Amadeo (Fioravante esquina Vítor Barreto, centro de Canoas) num sábado qualquer para repartirmos boas recordações sobre os velhos tempos do rock canoense.

 

 

 

domingo, 8 de março de 2009

Tchau Zé

A correria de trabalho que estou vivendo ultimamente atrasou a postagem deste triste post.
Esta semana faleceu nosso amigo José Ângelo, o Zé Bolt. Amigo de longa data, nos deixou subitamente ao que tudo indica de infarto.
Conheci o Zé no Colégio São Paulo, acho que já no primeiro ano que passei a estudar naquele colégio, na 5ª série em 1977.
Neste nosso blog da turma cito o Zé Bolt em vários posts pois ele foi um dos primeiros integrantes da nossa turma de amigos.
O Zé estudou comigo durante vários anos, e sempre foi um dos mais recatados da turma. Ficava na dele quando bagunçávamos as aulas de arte da antipática irmã Sílvia. Lembro nitidamente de um dia, lá pela sétima série do ginásio, em que a tal freira se atrasou numa de suas aulas.
Quando ela chegou a sala parecia ter sido alvo de um furacão. Era papel prá todo lado, tinham arrancado os espelhos da tomadas de luz e até invertido a gaveta da mesa dela.
O Vládi ainda puxando o blusão, tentava se soltar da janela em que estava preso. O ápice do motim foi quando alguém enfiou uma lixeira plástica na cabeça de um CDF da sala.

Lembro do Zé quieto, na dele. Apesar de ser nosso amigo, não participou daquela 'revolução' que felizmente não teve maiores consequências.
Em seguida me vêm a lembrança das piscinas do clube Grêmio Niterói. O indispensável calção Lightining Bolt que lhe deu o apelido, e aquele jeito peculiar do magrão de rir.

São lembranças esparsas que vem direto da adolescência pois infelizmente fazia anos que eu não tinha contato com o Zé.

Quando recebi o e-mail com a notícia nesta semana percebi o quanto somos frágeis, o quanto o tempo já passou desde aqueles verdes anos em que a velhice e a morte eram utopias distantes de nossa realidade.

É meus amigos, o tempo é implacável e vai recolhendo-nos durante sua trajetória prá quem sabe um dia nos colocar de novo próximos outra vez.

Gostaria de citar aqui algumas manifestações que circularam por email, relacionadas a morte do amigo Zé Bolt:

"Galera, realmente muito lamentável o fato, principalmente por eu ter estudado com o Zé nas primeiras séries no colégio São Paulo e depois nos reencontrarmos na adolescência fazendo parte da nossa turma. Curiosamente estava neste fim de semana na praia, e num daqueles momentos em que nossa mente insiste em voltar ao passado lembrei dele, me questionando onde andaria, e sempre que me lembro do Zé inevitavelmente me lembro de uma história que o Nenê contava, quando uma vez foram perseguidos (...), o Zé estava pilotando sua moto com o Nenê na carona e toda vez que iam entrar em uma rua para despistar ele corretamente ligava o pisca, indicando para onde iriam, história que nos rendeu por várias vezes muitas e boas risadas."
Daison


"Galera é com grande emoção que recebi esta notícia ontem através de e-mail pela Rosângela. Conheci o Zé Bolt em 1977 quando éramos colegas de aula juntamente com o Daniel. Desde então éramos parceiros de várias modalidades de esportes: Bike (caloi 10) éaramos eu e ele que montávamos nossas próprias bikes e skates (speedo) e na época o Marinha estava sendo inaugurado ou reformado não lembro ao certo, mas quem estava lá éra sempre eu e ele... gritando Snakeee e saiam da frente.
O apelido Zé Bolt pegou porque nós usávamos os velhos shorts da Lighting Bolt e curtíamos a piscina do Nit (bons tempos). A Rosana, Cleusa, Cátia, Angela, Tânia e a Rosangela (se não me engano também) faziam parte da turma, os marmanjos eram eu (Vladi) o José Ângelo (Zé Bolt - ele e o Pedro são meus primos segundo grau), Daniel, Joni, Miltinho, Paulinho, Rubens e claro os mano Nenê,Toninho que na época éram os bambas de moto (o Nenê e o Toninho nos deram um susto - sofreram um acidente feio de moto) e o Nato...
...Que Deus nos abençoe e que nosso amigo esteja em paz juntamente com outros que já nos deixaram prematuramente em especial o Nenê."
Vládi


"Puxa amigos,infelizmente é com muita tristeza que venho a todos neste momento.Como disse o Daniel, eu também há muitos anos não tinha mais contato com o Zé, mas era um grande amigo e parceiro de todas nos áureos tempos das noitadas (bons tempos) em Niterói. Sabemos que esse destino esta traçado para todos nós, mais é chocante quando acontece com um amigo, e principalmente de tão pouca idade como era o Zé, que ainda tinha muita coisa por fazer.Meus sentimentos a todos amigos e familiares."
Arlei (Boca)

"Transmitam a família os meus mais profundos pesames.
Nestas horas a gente não tem muito o que dizer, apenas desejar que Deus acolha de braços abertos a chegada deste irmão. "
Nando



"Fui vizinho do Zé na Júlio, inclusive aquele skate speedo acabei ficando com ele em troca de uma bola de basquete.
A última vez que falei com o Zé estávamos fazendo a academia Mappi, faz uns 4 ou 5 anos isto.
Partem os amigos e ficam as lembranças."

Marcão


Que Deus ilumine o espírito de nosso amigo e conforte seus familiares.

Zé, já estamos com saudades, fica com Deus. Dá um abraço no Nenê e no Maribinha quando chegar aí em cima...

Daniel Elói P Oliveira