;

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Morre tecladista do Pink Floyd

Rick Wright, 65, faleceu após "breve batalha contra o câncer", informou família do músico
Morreu nesta segunda-feira, 15, Rick Wright, que foi tecladista do Pink Floyd. De acordo com informações da BBC, o músico de 65 anos estava com câncer em parte do corpo não divulgada por médicos ou pela família do músico.

Wright foi um dos fundadores da banda psicodélica inglesa. Tinha muita participação nas composições de músicas do grupo até o completo domínio de Roger Waters, em meados da década de 70. Antes, chegou também a ser vocalista diversas canções da banda, entre elas "Astronomy Domine", "Remember that Day" e "Breathe", juntamente com David Gilmour, do álbum Dark Side of the Moon.

Em comunicado oficial, o assessor do músico diz que "a família de Rick Wright informa com tristeza que Richard morreu hoje após uma pequena batalha contra o câncer. A família pede que sua privacidade seja respeitada neste momento de tristeza".

Com a banda sob a influência de Waters, o tecladista foi demitido do grupo após as gravações do álbum The Wall, de 1979. Na época, o restante da banda afirmou que Wright precisava tratar seu vício em drogas, o que nunca ficou confirmado em nenhuma biografia oficial da banda.

Mesmo demitido, Wright tocou na turnê completa de The Wall, além de ter gravado todos os teclados de The Final Cut (álbum de 1981), sempre como músico contratado. Recluso, o tecladista mostrava interesse público em um retorno do Pink Floyd sempre que falava à imprensa.

Wright é o segundo integrante do Pink Floyd a morrer. Em 2006, o primeiro vocalista do grupo, Syd Barrett, faleceu em sua casa após ter passado mais da metade de sua vida recluso por problemas relacionados ao excesso de substâncias alucinógenas.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Encontro Inesperado Em Tramandaí



Na foto acima estão: (De pé ao fundo) Moisés (meu irmão), Nenê (na porta), Cisa (minha irmã). Sentados estão: Daniel (Eu, com o violão), Mara, Toninho(de vermelho), Joní (bem a frente), minhas sobrinhas Márcia, Fátima e Joseane, depois vem Adriana e Zé Bolt. (Eu sei, a foto tá ruinzinha, mas não vamos esquecer que as câmeras digitais não haviam sido inventadas ainda e esta câmera que bateu essa foto devia ser uma das mais baratinhas da época).




Passadas algumas décadas, me esforço para lembrar das circunstâncias que antecederam aquele encontro da turma em Tramandaí que resultou nestas duas fotos que apresento aqui.

Depois de tanto tempo a memória vai me traindo e, por mais que eu me esforce para achar o fio da meada e desenvolver um texto com começo, meio e fim sobre mais essa passagem de nossa juventude, o que me vem a lembrança são apenas fragmentos de mais essa passagem mágica de nossas vidas.

Lembro que eu estava com minha família acampado de barraca ao lado da casa de um parente. Não sei muito bem como foi que conseguimos combinar um encontro com a galera por lá, parece que o Nenê, o Toninho, a Mara, O Zé Bolt e a Adriana estavam na casa de alguém numa praia ao lado ou alguma coisa equivalente a isso.

O Joní, eu confesso que não tenho a mínima idéia de como foi parar lá. Faz algum sentido supor que ele estava como meu convidado pois além de grande amigo de longa data, éramos vizinhos muito próximos na rua Quaraí em Niterói.


Como já falei no início, lembro muito pouco deste encontro da galera em Tramandaí. O que mais forte me vem à lembrança é o aluguel da carroça da foto aqui de baixo.

Eu já tinha alugado por aqueles dias um cavalo para cavalgar na beira da praia, e lembro que voltei nos caras que alugavam os animais com o Toninho e, me parece que por sugestão dele, terminamos optando pela carroça.

O pangaré que puxava o primitivo veículo logo de início já mostrou que a volta pelo centro do balneário não seria muito animada. O bicho andava se arrastando. Não sei se era velho, se estava cansado ou se era preguiçoso mesmo.

O fato é que durante o interminável trajeto de ida e volta à tal 'locadora' de cavalos, eu oscilava entre rir e ficar envergonhado por estar atraindo olhares e risos dos veranistas de Tramandaí.


O ápice da tour pela cidade foi quando o tal pangaré estaqueou numa esquina e simplesmente não se mexeu mais. Não sei se era por cansaço, se demos algum comando errado nas rédeas, ou mesmo se o bicho tava tirando alguma onda com a nossa cara.

O fato é que depois de gritar, sacudir a carroça, e até de exercer alguma fustrada psicologia animal, descemos da carroça e aplicamos o método mais utilizado para desobstruir o trânsito: O empurrão.


Se fosse um carro, soltaríamos o freio de mão e ficaria fácil de empurrar. Mas o danado do cavalo travou as patas no asfalto e tivemos que colocar força prá valer até conseguir levá-lo pro acostamento.

E os carros buzinando atrás de nós, alguns já impacientes com aquele estorvo no trânsito, outros sacudindo a cabeça e rindo da nossa cara. O resto do trajeto de volta parece que fomos ao lado da carroça à pé, puxando o animal pelas rédeas, a passo de lesma.

No mais, lembro da imensa tristeza que me deu quando o pessoal começou a ir embora. No fundo eu sabia que era mais um momento iluminado de nossa juventude que se encerrava , mas que ficaria guardado numa daquelas gavetas do passado que toda vez que abrimos nos traz um sorriso nos lábios.

Na foto acima, Eu (Daniel), Cisa e Toninho . Ao lado da carroça estão minha mãe e minha sobrinha.