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sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Carnaval em Laguna - Anos 80



CARNAVAL EM LAGUNA


Pois outra viagem inesquecível foi quando fomos eu, o Marcão (Marcos Wallauer) e o Divino (Ângelo Divino) prá curtir o Carnaval em Laguna. A sequência de acontecimentos inusitados já começou na viagem de ida. Eu fui de carona numa carreta. Os dois parceiros conseguiram carona na free-way numa época em que ainda se costumava fazer isso. Hoje se você parar ali prá pedir carona,ou é assaltado ou é preso.
Vou perguntar pro Marcão informações e detalhes de como foi a viagem de ida deles. Depois posto aqui.
De minha parte, fui de caminhão a contragosto do motorista. Ele não tava nem um pouco a fim de dar carona e só o fez porque alguém da empresa que ele trabalhava, que era meu amigo, lhe solicitou que me levasse.
Passei momentos de apreensão naquela carreta carregada de barras de ferro,o cara sentava o sarrafo e cometia imprudências de apavorar. Fazia ultrapassagens múltiplas, e quando a coisa encrespava ele tocava por cima dos carros que estava ultrapassando forçando-os a ir pro acostamento se não quisessem engrossar as estatísticas de trânsito.
Finalmente paramos num posto na entrada de Criciúma que conforme o combinado era até onde eu iria naquela carona. Acho que tanto eu quanto ele demos graças a Deus. Eu pelo medo de acompanhar aquele demente e ele porque nas outras paradas que fizemos bebia só leite. Isso mesmo,reparei que o cara ficava encarando as garrafas de bebida em cada lancheria que parávamos, noentanto não tomou nada porque temia que eu o entregasse na empresa na qual ele trabalhava.
Saí do posto e fui prá estrada tentar uma carona. Depois de algum tempo caminhando no sol, naquele mormaço de verão, nada de carona, eu comecei a ficar bastante desanimado. Naquele fim de mundo, já com fome e ninguém nem sequer fazia menção de parar. Até que a sorte pareceu mudar.
Um cara com um Fiat Fiorino parou subitamente e ofereceu carona. Logo que sentei, depois de ter colocado o violão e a mochila na parte traseira do veículo,percebi que havia alguma coisa errada com aquele cara. Era um sujeito de uns 40 anos, meio alemão, com barba de alguns dias e cabelo desalinhado. Além disso era cheio de tiques e falava sem parar,meneando a cabeça prá os lados como se tivesse que olhar prá todos os espelhos simultaneamente. Pior do que os trejeitos esquisitos era também a tendência a pesar o pé no acelerador. E também adepto das mesmas ultrapassagens suicidas do motorista da carreta que tinha me trazido até ali.
Caiu-me a ficha que o cara tava chapado quando ele falou o seguinte:
-- Meu, tu é cabeludo,tu toca uma viola, então tu também fuma um...
Antes que eu falasse qualquer coisa, ele abriu o porta luvas da Fiorino e caiu caixas de comprimidos, ampolas, e outras porcarias que a julgar pela forma como estavam embaladas também eram drogas. O cara puxou um meio tijolo de erva e em segundos,enquanto dirigia em alta velocidade com um dos dedos mindinhos da mão, esmurrugando alguns torrões, e sem parar de olhar pros espelhos, fechou um baseado.
Virou prá mim e perguntou:
-- Aí, vai?
Eu disse que não e ele foi um bom trecho fumando o bagulho e costurando entre os demais carros na pista.
Quando chegamos perto da entrada prá Laguna eu falei:
-- É aqui.
E o cara não diminuiu a velocidade,se limitou a dizer:
-- Não. É mais adiante...
Depois de uns três ou quatro quilômetros ele percebeu que de fato tínhamos passado do ponto de parada:
--Meu, viajei era lá mesmo, tu não te importa de voltar a pé...
--Claro que não. --Respondi.
De fato encarar outra pernada no sol era melhor que me arriscar com aquele maluco.
Andei,andei e logo depois chegava na entrada prá Laguna. Eu sabia que não iria dar prá encarar a pé até o centro da cidade. Então comecei a pedir acarona de novo. Logo adiante encontrei uma blitz policial. Pensei rápido e vi que poderia tirar algum procveito da situação. Um dos carros que estavam parados era um Fiat Prêmio, praticamente zerado, (não vamos nos esquecer que lá se vão alguns anos), e que nem emplacado estava ainda.
Vi que o policial olhava os documentos do carro e fazia perguntas pro motorista. O cara dava explicações e parecia estar preocupado. Eu cheguei,pedi licença ao policial e perguntei pro cara:
-- O senhor me consegue uma carona?
O cara não sabia o que responder,pois estava na dúvida se o policial iria o liberar logo.
Então prá minha surpresa, o policial perguntou:
-- Tu vai levar ele?
E o cara:
-- Vou.
Então eu já fui abrindo a porta, colocando as minhas coisas no banco de trás e me instalando no banco da frente.
Assim que eu me instalei o policial devolveu os papéis pro cara e disse prá ele seguir. Fechou todas. Prá mim pela carona e pro cara do Fiat parece que também pois já tava todo suado e logo depois de arrancar deu um profundo suspiro.
Cheguei na centro. Depois de algumas caminhadas encontreium outro maluco que eu tinha conhecido nas andanças que costumávamos fazer no bairro Bom Fim em Porto Alegre. Se não me falha a memória o nome dele era Luiz. Apesar dele viajar prá caramba era muito boa gente. Me ofereceu até a barraca dele prá dormir, convite que eu recusei porque provavelmente o Divino e o Marcão trariam uma barraca onde ficaríamos.
Acho que foi depois de algumas horas que encontrei os dois caminhando por Laguna. Qual foi a nossa surpresa ao percebermos que nenhum de nós três tínhamos trazido barraca. Na verdade os dois tinham já passado uma noite ali dormindo ao relento num camping gratuíto.
O Marcão conta que quando acordaram de manhã apenas enrolados num cobertor e, diante da surpresa das pessoas das outras barracas em volta, o Divino teria dito:
--Acorda,Marcão, roubaram a nossa barraca!
Deram uma disfarçada e se evadiram do local.


CARNAVAL EM LAGUNA (parte 2)
Logo chegou a noite e o problema de ter onde dormir aumentou de proporção. Principalmente no meu caso pois o cansaço da viagem tinha me deixado pregado. Prá piorar a situação, não encontrei mais o maluco que tinha oferecido a barraca.
Depois de algumas horas vagando pelos bares de Laguna, e de alguns litros de cerveja, decidimos dormir nas dunas da beira da praia mesmo.
Deitamos na areia os três um do lado do outro. Olhei pro Divino e vi que ele ajeitou até um travesseiro feito de areia, e logo adormeceu com as duas mãos unidas enterradas sob 'travesseiro' ecológico.O semblante era de quem estava no conforto da própria cama de casa.
De tão cansado peguei no sono logo e acordei um pouco depois quando uns pingos de chuva começaram a pipocar no meu rosto. Não acreditei...
Começou a cair uns pingos grossos que nos forçou a bater em retirada do hotel relento.
Chegamos num bar e prá conseguir ficar numa mesa, pedimos mais uma cerveja. Enquanto a tomávamos em silêncio, pois o desânimo e o sono tinham tirado a disposição pra qualquer coisa, percebi que algumas pessoas olhavam pra nós, cochichavam entre si e riam.
Comecei a me encabritar. Do que esse pessoal está achando graça? Olhei pra cada um de nós tentando identificar alguma coisa errada e nada.
Foi aí que o Divino se virou pra pedir outra cerveja e eu vi que a orelha dele estava tapada de areia. O cabelo todo dele naquele lado da cabeça na verdade tinha areia, parecia um beduíno recém chegado do saara. Mas o que chamava a atenção mesmo à distância era a orelha completamente cheia de areia.
Avisei o Divino tentando ser o mais discreto possível, se é que aquela situação vexatória permitisse alguma discrição. Ele se inclinou um pouco e bateu com a palma da mão no lado oposto da cabeça fazendo o tampão de areia se despreender da orelha e se acumular sobre a mesa. O montinho de areia que se formou entre os copos foi a gota d’água pra que começássemos a rir convulsivamente...


Nessa parte 3 do Carnaval em Laguna, tenho primeiro que dizer que parece que encontraram o Divino e ele tá trabalhando numa loja de brinquedos no Rua da Praia Shoping, qualquer hora vou ver se encontro a figura.
Tenho que também fazer um flashback e contar a versão que o Marcão (Marcos Wallauer) me enviou para alguns detalhes que eu já havia contado:
"Isso aconteceu foi em meados de 82 ou 83.Lembro de combinarmos de ir pra Laguna no Carnaval, eu, o Daniel, Divino, Jorginho? (acho q tinha mais gente), lembro também de inventarmos isso num xis na Júlio de Castilhos em Niterói (Canoas RS).
Bom, Eu (Marcão) e o Divino fomos pra freeway pedir carona, pois não tínhamos grana pro ônibus (alias tinha é que sobrar grana prás festas). Alguém ficou de levar a barraca (acho q foi o Jorginho). O Divino levou a panela e um liquinho."
Pausa. Como falei antes, isso explica o porquê das noites ao relento: ninguém levou barraca.
"A primeira carona foi com um velhinho numa kombi cheia de cachorro e galinha, ele tava com o filho pequeno, nos amontoamos junto com os bichos e fomos saboreando um cantil de cachaça com butiá que o Divino tinha preparado. O véio da kombi perguntou o que a gente tava tomando e demos o cantil pra ele, o qual voltou quase vazio."
A kombi nos largou na entrada de Osório pra Tramandai, desci da kombi já esticando a mão, parou uma marajó. O Divino tava ainda se amarrando conversando com o véio da kombi. Era uma mulher. Tinha mais um louco pedindo carona e ofereci pra ele (coisa de parceria de caroneiro). Fomos, eu, o Divino e esse cara.
Saltamos na entrada de Laguna, o cara e a mulher seguiram viagem.
Entramos num boteco de beira de estrada aonde começamos a "fabricar a turbina" que ia nos acompanhar o carnaval inteiro, era uma mistura de Martini, com Fanta e vodka. Colocamos numa garrafa de água mineral e fomos bicando.
Depois voltamos prá estrada prá pedir carona, desta vez tava mais difícil e ainda faltava uns 12 km ate Laguna. Já era noite quando espichei o braço e o veículo parou... era um ônibus. Seguimos até Laguna. (pagando passagem claro)."
Segue a descrição do Marcão:
"Chegando em Laguna o fervo era grande, ruas cheias de gente, lembro que passei numa rua e veio uma louca e me lascou um beijo na boca. Fomos andando prá ver se achávamos alguém ou um camping. Acabamos parando debaixo de uma parada de ônibus encostado de um rio. Era noite e resolvemos dormir ali na parada mesmo. Foi quando veio um barco e descarregou um monte de gente, o Divino perguntou pra onde ia, o cara do barco disse que ia pra ilha, perguntamos se tinha onde acampar lá, o cara falou que sim, lá fomos nós.
Chegando lá, devido a quantidade de sangue na corrente alcóolica, capotamos na grama se tapando com um lençol.
A manhã chegou e tava cheio de barulho, meti a cara pra fora do lençol e foi aquilo: A gente tava no meio de um monte de barraca com gente pra tudo que é lado.
Ouvi uns comentários de gente nos chamando de doido, sei lá, dei umas cotoveladas no Divino e disse que tava cheio de gente nos olhando, o louco murmurou algo e continuou dormindo. Continuei o acotovelando. Aí ele bota a cara pra fora, olha pros lados e berra:
Roubaram nossa barraca", bah eu não queria mais nada, rolava de rir."
Essa parte eu já tinha contado...hehe
"Seguindo a fubanga voltamos pra cidade e fomos num supermercado preparar algo pro rango e mais matéria prima pra nossa bomba caseira.
Quando estávamos saindo, pára um ônibus bem na frente e desce um cabeludo com mochila nas costas e uma viola, era o Daniel...."
Pois eu (Daniel) já tinha até me esquecido que depois da carona eu tinha pego ainda mais um ônibus.
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No dia seguinte ao episódio do Divino com a orelha cheia de areia no bar (veja parte 2) reencontrei o maluco que se dispôs a emprestar a barraca dele.
Falei com o cara, ele topou empresta-la. Fomos até lá e deu um certo desânimo ao ver que a era daquelas pequenas, prá duas pessoas. Ele concordou que revezássemos o seu uso prá dormir.
Depois de tudo acertado, convidamos o cara prá dar uma volta pela cidade. Ele concordou mas disse que antes tinha que fazer um rango.
Ele revirou algumas coisas, pegou um saco de papel,. tirou um pedaço de pão já mordido e deu umas batidas prá derrubar as formigas que compartilhavam com ele da mesma refeição. Depois começou a dar mordidas e a mastigar rapidamente. Guardou o pão novamente no saco prá próxima refeição do dia.
Falamos prá ele que tínhamos trazido fogareiro e comida e que ele poderia comer com a gente enquanto estivéssemos ali.
Aí o cara me saiu com essa pérola:
-- Bah, rango de panela faz uma semana que eu não como...
Os olhos da figura brilharam diante da possibilidade de comer finalmente alguma comida de verdade. As formigas é que devem ter ficado tristes por ter perdido o parceiro de pão.
Não sei como é o Carnaval de Laguna atualmente, mas nos anos 80, era realmente muito freqüentada sobretudo por canoenses. Era bastante comum encontrar amigos e conhecidos nas ruas naquele tempo, quem era de Canoas como nós se sentia em casa. Fora isso, nossa cara-de-pau era tamanha que fazíamos amizades por todo canto.
Teve dias que choveu bem na hora de cozinhar, aí o jeito foi pedir prá uma família da barraca ao lado para que nos emprestasse a área prá cozinharmos.
--Divino, conseguimos um lugar prá cozinhar, vamos nessa.
Ele pegou os apetrechos e foi conosco até lá. Montou o fogareiro e começou a pedir alguns ingredientes emprestados prá dona da barraca:
-- A senhora teria um pouco de azeite prá me emprestar?
-- Sal?
-- Um pedaço de cebola?
Não que ele estivesse abusando da boa vontade daquele pessoal, é que se não fosse assim o rango não iria sair mesmo...
Acho que foi nessa mesma noite que estávamos dormindo e de repente sentimos alguém se amontoar por cima. O dono da barraca chegou na madruga prá lá de Marrakesch, e se jogou prá dentro esquecendo completamente que estávamos lá. O jeito foi alguém sair prá fora e dormir o resto da noite na grama ao ar livre



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Carnaval em Laguna - Final

Na verdade, do carnaval em si, da folia nas ruas, nem me lembro direito. Principalmente porque à noite o álcool inundava de tal forma nossos neurônios que sobram apenas flashes de memória dos acontecimentos.
Falando em porre, quem tomou todas mesmo numa daquelas noites foi o João (Betial). Encontramos ele num banheiro público com um rolo de papel higiênico na mão. Depois de algumas horas bebendo e nos divertindo no carnaval de rua vi que o João tinha passado da conta. De uma hora prá outra ele começou a girar no meio da multidão completamente fora de si.
Ele primeiro corria prá trás com a cabeça inclinada prá cima, descrevendo espirais que iam aumentando de diâmetro a medida que ia abrindo uma clareira no meio do povo. A partir de um certo ponto não era mais possível dizer se ele estava acelerando voluntariamente, ou se estava era tentando recuperar o equilíbrio. O fato é que já não se podia fazer mais nada prá ajudá-lo, estava entregue às leis da física.
Um paralelepípedo um pouquinho mais alto na rua pôs fim a agonia fazendo-o se estatelar no chão. Felizmente não se machucou muito, ou pelo menos nem sentiu. Espanou os confetes da roupa e recomeçou a beber.
Lembro que o Jorginho nos encontrou numa noite daquelas e nos aconselhou a irmos embora. O Marcão tinha pegado muito sol, tava num vermelhão de dar dó. Na época filtro solar não era prioridade. Na verdade nem sei se já existia...
A coisa estava braba mesmo. O cansaço das noites mal dormidas naquela barraca prá cachorro, o repetitivo arroz do Divino na improvisada cozinha nas pedras, as caminhadas intermináveis de um lado pro outro, além do trago todo que tomávamos esgotou-nos de um jeito que precipitou a volta prá casa.

Decidimos ir embora. Gastamos o dinheiro que sobrou num almoço substancial, que segundo o Marcão tinha até camarão.
Devido ao grande número de pessoas na cidade só conseguimos passagens para viajar de pé no corredor do ônibus e assim mesmo só até Tubarão.
Sabíamos que iria ser dureza enfrentar algumas horas de pé. Então compramos uma pinga, que se bem me lembro era uma daquelas caipirinhas prontas, de garrafa.
Por sorte logo de saída sobrou um lugar bem na frente e combinamos que revezaríamos prá que todos pudessem descansar.
Enquanto conversávamos de pé no corredor do ônibus íamos enchendo um copo plástico e tomando a bebida. De vez em quando o coletivo passava por um buraco ou mesma fazia alguma manobra brusca e o líquido precioso derramava do copo. Havia um casal de gordinhos sentados em poltronas diretamente expostos à chuva de caipirinha. O gordinho começou a se impacientar e a reclamar. Não sei se por temer alguma confusão ou se ainda existia um restinho de compostura, mas fizemos um esforço e demos uma segurada no trago.
De repente o Divino fala:

--Olha só o motora vai podar três caminhões.

Até achei que ele tava viajando, mas logo vi que era verdade. Os demais passageiros olharam todos prá ver o que estava acontecendo.
Foi aí que, já estando quase vencendo o último caminhão daquela ultrapassagem, surgiu um homem no meio da pista.
Não dava prá frear bruscamente colocando em risco todos os passageiros. O motorista deu uma segurada e pegou o cara de cheio.
O ônibus parou. Todo mundo em choque, só nós que não. Amortecidos pela caipirinha, fomos os primeiros a descer. Juntamos o homem agonizante e colocamos num carro para que o levasse ao hospital.
Alguns minutos depois chegava a polícia rodoviária dizendo que ele tinha morrido e que o ônibus deveria ficar ali mesmo prá perícia. Pronto, nos ferramos. Tivemos que ficar ali por várias horas esperando a chegada de um outro ônibus prá seguir viagem.
O Divino, prá variar, soltava piadinhas o tempo todo:
--Bah, motora tu é Pele Vermelha, tirou o escalpo do cara. – Falou apontando para um buraco com restos de cabelo na frente do ônibus.
Depois dessa tirada de humor negro fora de hora, ele passou a contar como tinha sido nosso carnaval em Laguna. Divertiu o pessoal. Sobretudo quando contou que o arroz que ele fazia era tão grudendo que o cara ficava com dificuldade de pular carnaval à noite nas ruas.
--Ficamos com as cadeiras duras... – Dizia prá gargalhada geral.
Finalmente depois de longa espera retomamos viagem num outro ônibus ainda menor que o primeiro, e terminamos dormindo no corredor uns encostados nos outros. Em Tubarão, baldeação e toca prá Porto Alegre numa indiada que parecia não ter fim. Finalmente chegamos em casa e dormimos uns três dias seguidos prá se recuperar do cansaço.
Apesar de tudo esse carnaval em Laguna foi mais um daqueles momentos mágicos que vão ficar guardados em nossas memórias pelo resto de nossas vidas.

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